Bernardo de Claraval, guia da Cristandade (2)

Bernardo de Claraval.

Leveza e Esperança

As lições das cartas de Bernardo, via professor-medievalista Rodrigo Costa.

Bernardo escrevendo
“Eu somente posso aconselhar que você anteponha a amizade a todos os interesses humanos, pois não há nada mais apropriado à natureza nem mais necessário para a vida, tanto nos momentos favoráveis quanto nos adversos. A amizade não é senão uma harmonia entre todas as coisas, tanto divinas como humanas, acompanhada pela benevolência e pela estima; creio verdadeiramente que, excetuando a sabedoria, não há nada melhor das coisas outorgadas pelos deuses imortais ao gênero humano.

“Há gente que antepõe as riquezas; outros, a boa saúde; outros, o poder; outros, as honrarias. Muitos também colocam os prazeres. Esses últimos são como as bestas, enquanto as outras opções são caducas e incertas, e dependem não tanto de nossa eleição como da inconstância da Fortuna.

“Contudo, há aqueles que colocam o bem supremo na virtude – e estes obram verdadeiramente muito bem –…

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Posts curtos

O burrico e eu, com Ursulino Leão e J. M. Jimenez (um poema).

Leveza e Esperança

Da série “Gênese de um livro”
Os Bichos (VII) –

O burrinho

À Ursulino Leão.

Platero e eu*” é história antiga
de quando os animais falavam;
quem ma contou foi Ursulino –
por Leão de sobrenome, mas
d’alma um cordeiro cativo.

No dia de seu octogésimo ano
nós, seus leitores brindados
c’oa história de um burrinho
queimado e malhado na testa;
burrinho de pernas rajadas
e de alma bíblica completa.

O burrinho da crônica além
de clone do jumento do Cristo
milênios antes em Jerusalém –
nos encantava com seu dístico:

Dá-nos u’a “nesga de satisfação
na caligem dos nossos pesares”

Do burro xucro de meus dias
aprendi que escoicear o vento
inseparável companheiro cria
aos pobres, aos fracos intentos

de nossas bocas de infantes
um mundo de hosanas e vivas
Platero e eu; eu e Platero
congresso de vida refazemos

E saio da história do amigo
desejoso…

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A gênese de um livro (V)

Mais um draft dos poemas novos, 2017.

Leveza e Esperança

Poema de hoje, 04 de março de 2017.

Este poema (ainda em rascunho) nasceu da releitura de Daniel, 4, sob a inspiração de Robert Graves. Creio que posso chamá-lo de “meu Nabucodonosor”, mas preferi intitular de “A Queda (I)” – intuindo que outras versões virão e continuações, pois o mito é tremendo.ilustra-nabucodonosor
Clique na figura ao lado para ler o poema.

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