Adeus a J.O. de Meira Penna (14/3/1917-29/7/2017)

Adeus ao liberal J.O. de Meira Penna (1917-2017), um pensador da psicologia do brasileiro.

Leveza e Esperança

O adeus! a Meira Penna.

O pacto de silêncio em torno da obra deste grande brasileiro, falecido ontem com a idade de um século, parece rondar até sua própria morte. É fato. A cobertura é defeituosa e indevida para a dimensão da personagem – Meira Penna, mas a imprensa de viés esquerdista não quer saber sobre os livros, o pensamento e, tampouco, sobre o obituário se desconhecem (ou desdenham o autor por sentirem-se opostos no plano das ideias) – desconhecem “o nariz do morto“…

Primeiro soube da notícia por mídias alternativas – O Antagonista, o blog do Rodrigo Constantino na Gazeta do Povo e, na mídia tradicional, um obituário pobre em O Estado de São Paulo.

Assim cobriram a morte de J.O. de Meira Penna (veja fotos e notas abaixo).
Mas, antes, a quem interessar possa, meus dois livros favoritos, disponíveis em pdf nos links que se seguem.

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Destino palavra

Poesia em exposição. “Destino palavra”. “Se o poeta tiver a possibilidade de expandir os horizontes, não lhe perdoaremos que se limite à estreiteza. Para que seu destino se cumpra, é necessário viajar. Pôr os pés na estrada com ousadia, desvendando os mistérios do caminho, descobrindo em cada porto o amor e a solidão, em cada estadia os sabores variados da realidade, e tudo fruindo, transformar posteriormente em discurso poético. Eis o espírito que atravessa a obra Destino Palavra, do poeta goiano Adalberto de Queiroz. Na peregrinação que permeia as páginas do livro, Queiroz revisita os tempos de infância, evocando o menino-poeta que, então, somente poderia ansiar as terras distantes a que se arrojaria no futuro.” (cf. Gabriel Viviani, Dimensões da viagem em Destino palavra, de Adalberto de Queiroz.

Leveza e Esperança

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Queres ler o quê?

D´A cinza do purgatório ao século xxi, Carpeaux acha o termo médio de como amar o “barbado bárbaro” Dostoiévski.

Leveza e Esperança

DOSTOIÉVSKI (1)

Existem poucos escritores cuja obra tenha sido tão tenazmente mal compreendida como a de Dostoiévski. Dostoiévski é, se não o maior, decerto o mais poderoso escritor do século XIX; ou do século XX, pois a sua obra constitui o marco entre dois séculos da literatura. Literariamente, tudo o que é pré-dostoievskiano é  pré-histórico; ninguém escapa à sua influência subjugadora, nem sequer os mais contrários. Parece, porém, que toda a Europa tenta resistir-lhe, instintivamente e obstinadamente; e como esse bárbaro barbado, com a face sulcada de sofrimentos, parece irresistível, os europeus entrincheiram-se, ao menos, num baluarte de interpretações erradas.

O texto acima abre o artigo “Ensaios de interpretação dostoievskiana” em “A cinza do purgatório”, do crítico austro-brasileiro Otto Maria Carpeaux. A análise do pensamento político do escritor russo, feita por Carpeaux dá conta do que o analista chama de “interpretações erradas” diante da rica produção…

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Lúcio Cardoso, poeta!

Lúcio Cardoso (1912-1968)

Leveza e Esperança

É preciso romper o silêncio que se instaura em torno de alguns escritores, é preciso revelar o que foi “injustamente deslembrado da memória editorial do mercado brasileiro“, conforme Ésio Macedo Ribeiro no ensaio “Introdução à poesia completa de Lúcio Cardoso” (vide capa abaixo).

Ésio Ribeiro já havia publicado (e sido premiado pela Academia Mineira de Letras), em 2004,  O RISO ESCURO OU O PAVÃO DE LUTO: Um Percurso pela Poesia de Lúcio Cardoso… Amostra em Google Livros.

HOJE, 04/07, dia da Festa de Santa Isabel de Portugal, saiu meu artigo –  que intitulei de uma mini resenha de um “baita livro”. Clique na figura abaixo para ler o artigo na íntegra em Terça Poética do Opção Cultural.

O católico poeta, ficcionista, artista Lúcio Cardoso deixa-se ver em sua alma pura e atormentada. Octávio de Faria, outro romancista e grande esquecido, já o sabia e via na poesia…

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Florbela Espanca

Flor Bela d´Alma da Conceição ou: Florbela Espanca – poetisa portuguesa.

Leveza e Esperança

Nascida Flor Bela d’Alma da Conceição, em 8 de dezembro de 1894, faleceu em 1930 (curiosamente no mesmo 8/12).
Florbela Espanca
Viveu vida complicada,  relacionamentos idem; poesia emocional e fruto de sua existência conturbada.
Adorada em Portugal, a poetisa é também reconhecida no Brasil como tendo escrito poesia de qualidade.
Saiba mais sobre a poetisa neste link.
E ouça os poemas falados, clicando no link do meu SoundCloud do Beto.

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