MINHA SUBSTANCIOSA PROGRAMAÇÃO EM CURITIBA

Claudio Willer viaja e leva a poesia a Curitiba.

Claudio Willer

Sarau em Curitiba 127366082560_o

Dias 28 e 29, a próxima segunda e terça feira. Participarei de banca de dissertação sobre a poesia de Piva traduzida para o inglês na UFPR (recomendo), sarau / conversa no Bar Ornitorrinco (deve ser um lugar surrealista) à noite e mesa, em ótima companhia, na UFPR, na manhã seguinte.

Dia 28, às 14h — UPFR, Campus Reitoria, Ed. D. Pedro I, sala 1013.

Banca de Mestrado de Francisco Assis de Matteu Monteiro

“Para reparo de vísceras: tradução para inglês do livro Paranoia de Roberto Piva”

Banca: Guilherme Gontijo Flores (orientador), Luci Collin, Claudio Willer, Rodrigo Tadeu Gonçalves (suplente).

Dia 28, às 19h — Bar Ornitorrinco, Rua Benjamin Constant, 400 Centro.
Conversa de Claudio Willer com Marcelo De Angelis, Marcelo Sandmann e Natan Schäfer sobre sua extensa obra, surrealismo e afins.

Ao longo do bate-papo, haverá leitura de poemas e a Contravento Editorial estará vendendo livros dos participantes.

Dia 29…

Ver o post original 84 mais palavras

Os cem melhores poemas portugueses dos últimos 100 anos | Organização de José Mário Silva

Nem tudo são más notícias.

A segunda edição da antologia de poesia portuguesa que publiquei no final de 2017 já anda por aí. Foi revista de fio a pavio, atentamente, à caça de gralhas e erros de transcrição, além de se terem resolvido problemas gráficos e de paginação. Um trabalho exaustivo para o qual contei com a ajuda inestimável do Luis Queiros, um dos maiores amantes de poesia que conheço. Além de uma notável crítica ao livro, apontando-lhe desde logo alguns dos seus defeitos, o Luís dedicou horas e horas do seu escasso tempo livre a cotejar dezenas de poemas com as edições originais, identificando até os lapsos mais microscópicos (que, em certos casos, terão escapado aos próprios autores). Sem ele, a quem agradeço muitíssimo, fazendo questão de o afirmar publicamente, teria menos certezas ao dizer agora, e para que conste: a versão definitiva da antologia é esta…

Ver o post original 3 mais palavras

Turris eburnea

Récita de um poema de Afonso Felix de Sousa. O poema falado está no link. Espero que apreciem, leitores queridos.

REVISTA PERSEUS

Adalberto de Queiroz recita o poema “Turris eburnea”, de Afonso Félix de Sousa.

TURRIS EBURNEA

Foram degraus
e degraus
e degraus
e aqui estou
senhora
no alto
da torre

Céu limpo
e eu limpo
do pó das ruas
assim purificado
senhora
aqui eu só espero
que venhas

Enfim sós e longe
de tudo
e embalados em rede
de nuvem
que senhora farra
faremos
senhora

Enfim sós e longe
de tudo
e sentado a uma mesa
de nuvem
com que versos mais belos
senhora
vou falar do mundo
ao mundo

Por que me trazes
senhora
à janela
da torre?
Não vês
que aquele lá embaixo
crucificado
nos cruzamentos
das ruas
sou eu
senhora?
Não vês
como me jogam
as ruas
pra lá e pra cá
e como de mim fazem
gato e sapato
senhora?

Foram degraus
e degraus
e degraus
para chegar ao alto
da torre
e a torre
senhora
não…

Ver o post original 10 mais palavras