O cancioneiro de Sebastian Arrurruz

Geoffrey Hill, poeta inglês (1932-2016)

O Indivíduo

Por Geoffrey Hill. Tradução de Pedro Sette Câmara.

Sebastian Arrurruz: 1868-1922

I

Dez anos separados. Que fazer?
Os dias seguem sua marcha, uma rotina
que, clemente, não chega a interessar ninguém.

Como um disciplinado estudioso,
junto os caquinhos, além da conjetura,
perfazendo seqüências de dor pura;

e é justo dar valor à habilidade
fria, assim como às coisas consertadas:
os adeuses que tanto ensaiei e esqueci.

COPLAS

i

?Ninguém perde o que nunca possuiu?.
Que se dane esta pérola sublime.
Eu perco o que eu quiser. Eu quero a ti.

ii

Ah, meu amor, eu te lamentarei
pelo resto da vida em melodias
bastante parecidas, meu amor.

iii

Meio zombando da meia-verdade,
noto “como é fugaz o amor carnal”;.
Até um negócio assim mexe comigo.

iv

É para ele que escrevo, é com ela que falo
em contido silêncio. Será que os tocará
a paixão que jamais lhes foi…

Ver o post original 481 mais palavras

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s