Wladimir Saldanha, poeta, católico…

Wladimir Saldanha, poetas católicos do Brasil no século XXI.

Leveza e Esperança

HÁ MUITO TEMPO, queria escrever sobre Wladimir Saldanha.*
EM “Natal de Herodes”, ele eleva o tom da lírica a um patamar poucas vezes visto nos católicos poetas desde o trio Murilo Mendes, Jorge de Lima, Augusto Schmidt.

Há muito tempo um poeta brasileiro, pós-Bruno Tolentino, não se expõe com tantos signos de sua catolicidade. Wladimir, ao lado de outro baiano – o poeta João Filho – e da goiana Sônia Maria Santos, são as vozes que não se calam à expressão da religiosidade, de uma mística não devocional, mas certamente centrada num humanismo cristão (e de autoconhecimento!), como há muito não se via em nossa poesia.

*WLADIMIR SALDANHA nasceu em 1977, em Salvador, cidade onde reside. Estreou com As culpas do poema (Scortecci, 2012), livro distinguido com o Prêmio Literá­rio Asabeça para a Região Nordeste, categoria poesia. Esse primeiro título seria incorporado ao volume Culpe o vento (7Letras, 2014). Lançou ainda Lume…

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Vinte anos esta manhã

“Se você quer escrever, está condenado a só falar para quem já concorda com você, para pavonear sua capacidade de expressar melhor aquilo que as pessoas nem sabem que pensam, ou pode dialogar com pessoas que realmente discordam de você?” – Pedro Sette-Câmara, O Indivíduo, 20 anos depois…

O Indivíduo

Vinte anos atrás, em 19 de novembro de 1997, O Indivíduo foi publicado em papel na PUC do Rio de Janeiro, provocando uma tentativa de linchamento imediata por parte dos alunos. Eu, Sergio de Biasi, e Alvaro Velloso fomos salvos pela rápida intervenção da segurança, que não conseguiu conter algumas cusparadas e um soco no lado direito do meu rosto — nunca sequer vi quem foi o autor. Fizemos boletim de ocorrência contra os alunos, que foram investigados; e a justiça brasileira proibiu a PUC de tomar qualquer medida contra nós. O motivo de tudo pode ser consultado pelo menu; deixo ao leitor o trabalho de informar-se.

***

Passei a dizer que O Indivíduo foi nossa banda de rock. A vida intelectual brasileira dos anos 1990 era um tédio infinito. Sem a publicação de O Imbecil Coletivo ou dos livros de Bruno Tolentino, teria sido necessário abandonar o país e…

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“Virgílio, o pai do Ocidente”

Virgílio, Poeta mais que bimilenar.

Leveza e Esperança

  No centro da Poesia Ocidental
está Virgílio, o poeta insuperável

Para ler o artigo completo, clique na figura abaixo.

Destarte 21 NOV 2017.PNG

(*) Fontes consultadas para este artigo:Bucólicas_Capa edição UnB.jpg

[1] VIRGÍLIO. “Bucólicas”; trad. e notas de Péricles Eugênio da Silva Ramos; introdução: Nougueira Moutinho, ilustr. Marcelo Lima. — São Paulo : Melhoramentos; [Brasília] : Ed. Universidade de Brasília. Col. Clássicos da UnB. 1982, pág. 23 et passim.

[1] MACY, John. “História da literatura mundial”. Tradução de Monteiro Lobato – Cia. Editora Nacional, S. Paulo, s/data de publicação.

[1] (Franklin de Oliveira, “Entrada no alumbramento”, introdução à edição brasileira de “A morte de Virgílio, Broch, Editora Nova Fronteira, 1982).

[1] Écloga I, 27: “A Liberdade que me viu ocioso, tarde embora…” (Libertas, quae sera tamen respexit inertem”), ob. cit. pág. 35.

[1] “fugit irreparabile tempus”: “Foge o irreparável tempo”.

[1] De “Henriqueta Lisboa: Melhores poemas”, seleção de Fábio…

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Érico Nogueira, post curtos (i)

ÉRICO NOGUEIRA – poetas brasileiros do século XXI (i)

Leveza e Esperança

Ele tem 38 anos e um doutorado em Letras. É de Bragança Paulista (SP). Foi finalista do Prêmio Jabuti em 2015. É polemista e tradutor; deve torcer pro Bragantino. Odeia o desAcordo Ortográfico; lê e escreve em Latim;  foi próximo de Bruno Tolentino; leu todo o Kant e escreveu um livro inteiro “sobre” os últimos poemas de Hölderlin; gosta de Lucano e Horácio; de Olavo de Carvalho e deve gostar de seu (dele) editor, Edson Filho, da É Realizações; detesta poesia “cocô-de-cabrito” que praticamos eu e tu (você, vai! diria o Professor Nogueira, apaixonados que somos por Cabral; e dessa epigonia, de poetas e críticos pós-cabralinos, desfiliou-se há tempos…/”Quanto à cena poética brasileira, o prestígio internacional da poesia de Tolentino reabriu espaço para uma poesia mais filosófica e menos social, mais lírica e menos seca — mais clássica, em suma, e menos comprometida com a rigidez das vanguardas.” Nogueira pratica uma “Arte…

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Nelson Ascher traduz Emily Dickinson

Nelson Ascher – traduções (novas) de poemas de Emily Dickinson . Vale conferir, se é (ou virá a ser) leitor da poetisa norte-americana…

Leveza e Esperança

O Estado-da-Arte de “O Estado de São Paulo” Nelson-Ascherpublicou hoje alguns poemas de Emily Dickinson traduzidos por Nelson Ascher.

Ascher já nos havia brindado com as traduções de poetas húngaros. É uma coisa sofisticada e quase impossível para 90.1% de nós brasileiros, presos à “última flor do Lácio”, incapazes quase de nos aventurarmos por outros idiomas.

Da Húngria, já se sabe, veio o mestre dos tradutores brasileiros — o sr. Paulo Rónai. A ele devemos o melhor dicionário Francês-Português-Francês do século XX; a ele devem todos (ou pelo menos 99.9%) dos tradutores brasileiros.

Ele bate em “A tradução vivida” naquela ideia que virou “um surrado trocadilho italiano traduttori-traditori” que “deixou a pecha da infidelidade aos cultores do ofício; prefiro “o chiste, de atribuição incerta [seg. Rónai] de que “as traduções são como as mulheres: quando fiéis, não são bonitas; e quando bonitas, não são fieis.”

Que os meus seis leitores…

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Giacomo Leopardi (1), a poesia consoladora…

GIACOMO LEOPARDI, Além do pessimismo, a “poesia consoladora” — ensaio (crônica) literária em Opção Cultural (Goiânia)

Leveza e Esperança

Feliz por completar doze semanas da coluna DESTARTE em Opção Cultural (Goiânia).

Fique à vontade para enviar suas sugestões de pauta para meu email: betoq55@gmail.com
Abraços do Beto.
(*)Clique na figura abaixo para ler a minha crônica literária.
Destarte Capa de 10 NOV 2017.PNG

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Kazuo Ishiguro (I)

Coluna Destarte – destaque para o prêmio Nobel de Literatura 2017, Kazuo Ishiguro.

Leveza e Esperança

Para ler a coluna DESTARTE de hoje, 02 NOV 2017, peço ao distinto leitor que clique na imagem abaixo que o levará ao link do Jornal Opção Cultural (Goiânia). Dedico-me a entender as conexões do romance “O gigante enterrado” (Kazuo Ishiguro, 2015) – Nobel de 2017; e as relações entre esquecimento e a paz (entre os casais e as Nações). Aproveite, dileto Leitor.
Obrigado.

Destarte 02 NOV 2017 Destarte, 02 NOV 2017

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Jorge Luis Borges (1)

BORGES é meu tema em “Destarte”, coluna de Jornal Opção Online, toda quinta-feira. Confira!

Leveza e Esperança

EM Destarte, coluna do Opção Cultural Online, desta quinta-feira, 19, escrevo sobre Borges.

SE “somos versículos, palavras ou letras de um livro mágico, e esse livro incessante é a única coisa que existe no mundo; ou melhor dito: é o mundo…” (conforme Léon Bloy, citado pelo próprio Borges) — ele, Borges, é um capítulo único e desafiador desse livro coletivo que se escreve com sofreguidão abaixo do Equador.
Jorge Luis Borges.jpg

Segundo Carpeaux, Borges “integrou os elementos irracionalistas do criacionismo num sistema filosófico cuja tese principal é o caráter cíclico do Tempo e, portanto, a reversibilidade de todos os acontecimentos. Mas em vez de um tratado de metafísica, escreveu contos filosóficos, as “ficciones” altamente fantásticas, engenhosamente construídas e baseadas em notas eruditas diabolicamente inventadas, com a ajuda de toda a erudição fabulosa de que Borges dispõe realmente. É uma arte das mais requintadas, algo fria e desumana, sempre fascinante:…

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