Artesãs de Goyaz

Alcione Guimarães

Conheça a artista plástica e poetisa (sim, não adoto o moderninho poeta! para as escritoras) ALCIONE GUIMARÃES – site oficial.

Poema XX
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A equilibrista flutua
em seu cavalo branco,
circo de Seurat.

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Pé e dorso,
um acompanha o outro
num passe de mágica.

Ele corpo
ela alma.
Ele terra
ela ar.

Que se danem
palhaços
engolidores de fogo
domadores de feras
malabaristas
globos da morte.

A mim interessa
somente a magia
dos lenços de organza
leveza dos sonhos
sutileza dos versos.


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E mais.

A virgem Maria

Sobre a Virgem Maria, THEOTOKOS, “Mãe de Deus” e outras catequeses do Papa João Paulo II.

Leveza e Esperança

O melhor texto que li nesta quadra do Advento foi (é) de Renan Martins dos Santos, publisher da Editora Concreta.

Deixarei o link ao final, só para reter você, Leitor, por aqui, um pouco, pois o tema que Renan nos leva a repensar é o da centralidade de Nossa Senhora na história da Salvação humana — que nos foi propiciado pelo advento do Encarnado, o Filho de Deus.

Ele diz:

(…) Mas a história nos conta que houve um ser humano capaz de atravessar esses véus de intangibilidade, uma única pessoa que concebeu a partir de uma decisão direta. Esse ser humano foi a Virgem Maria. Virgem, porque, entre o seu espírito e o Espírito que lhe cobriu com sua sombra, não havia os ruídos da carne. A sua decisão repercutiu imediatamente, sem o intermédio dos instrumentos humanos. Certamente ela não podia decidir quem seria esse ser humano que carregaria…

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Wladimir Saldanha, poeta, católico…

Wladimir Saldanha, poetas católicos do Brasil no século XXI.

Leveza e Esperança

HÁ MUITO TEMPO, queria escrever sobre Wladimir Saldanha.*
EM “Natal de Herodes”, ele eleva o tom da lírica a um patamar poucas vezes visto nos católicos poetas desde o trio Murilo Mendes, Jorge de Lima, Augusto Schmidt.

Há muito tempo um poeta brasileiro, pós-Bruno Tolentino, não se expõe com tantos signos de sua catolicidade. Wladimir, ao lado de outro baiano – o poeta João Filho – e da goiana Sônia Maria Santos, são as vozes que não se calam à expressão da religiosidade, de uma mística não devocional, mas certamente centrada num humanismo cristão (e de autoconhecimento!), como há muito não se via em nossa poesia.

*WLADIMIR SALDANHA nasceu em 1977, em Salvador, cidade onde reside. Estreou com As culpas do poema (Scortecci, 2012), livro distinguido com o Prêmio Literá­rio Asabeça para a Região Nordeste, categoria poesia. Esse primeiro título seria incorporado ao volume Culpe o vento (7Letras, 2014). Lançou ainda Lume…

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Vinte anos esta manhã

“Se você quer escrever, está condenado a só falar para quem já concorda com você, para pavonear sua capacidade de expressar melhor aquilo que as pessoas nem sabem que pensam, ou pode dialogar com pessoas que realmente discordam de você?” – Pedro Sette-Câmara, O Indivíduo, 20 anos depois…

O Indivíduo

Vinte anos atrás, em 19 de novembro de 1997, O Indivíduo foi publicado em papel na PUC do Rio de Janeiro, provocando uma tentativa de linchamento imediata por parte dos alunos. Eu, Sergio de Biasi, e Alvaro Velloso fomos salvos pela rápida intervenção da segurança, que não conseguiu conter algumas cusparadas e um soco no lado direito do meu rosto — nunca sequer vi quem foi o autor. Fizemos boletim de ocorrência contra os alunos, que foram investigados; e a justiça brasileira proibiu a PUC de tomar qualquer medida contra nós. O motivo de tudo pode ser consultado pelo menu; deixo ao leitor o trabalho de informar-se.

***

Passei a dizer que O Indivíduo foi nossa banda de rock. A vida intelectual brasileira dos anos 1990 era um tédio infinito. Sem a publicação de O Imbecil Coletivo ou dos livros de Bruno Tolentino, teria sido necessário abandonar o país e…

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“Virgílio, o pai do Ocidente”

Virgílio, Poeta mais que bimilenar.

Leveza e Esperança

  No centro da Poesia Ocidental
está Virgílio, o poeta insuperável

Para ler o artigo completo, clique na figura abaixo.

Destarte 21 NOV 2017.PNG

(*) Fontes consultadas para este artigo:Bucólicas_Capa edição UnB.jpg

[1] VIRGÍLIO. “Bucólicas”; trad. e notas de Péricles Eugênio da Silva Ramos; introdução: Nougueira Moutinho, ilustr. Marcelo Lima. — São Paulo : Melhoramentos; [Brasília] : Ed. Universidade de Brasília. Col. Clássicos da UnB. 1982, pág. 23 et passim.

[1] MACY, John. “História da literatura mundial”. Tradução de Monteiro Lobato – Cia. Editora Nacional, S. Paulo, s/data de publicação.

[1] (Franklin de Oliveira, “Entrada no alumbramento”, introdução à edição brasileira de “A morte de Virgílio, Broch, Editora Nova Fronteira, 1982).

[1] Écloga I, 27: “A Liberdade que me viu ocioso, tarde embora…” (Libertas, quae sera tamen respexit inertem”), ob. cit. pág. 35.

[1] “fugit irreparabile tempus”: “Foge o irreparável tempo”.

[1] De “Henriqueta Lisboa: Melhores poemas”, seleção de Fábio…

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Érico Nogueira, post curtos (i)

ÉRICO NOGUEIRA – poetas brasileiros do século XXI (i)

Leveza e Esperança

Ele tem 38 anos e um doutorado em Letras. É de Bragança Paulista (SP). Foi finalista do Prêmio Jabuti em 2015. É polemista e tradutor; deve torcer pro Bragantino. Odeia o desAcordo Ortográfico; lê e escreve em Latim;  foi próximo de Bruno Tolentino; leu todo o Kant e escreveu um livro inteiro “sobre” os últimos poemas de Hölderlin; gosta de Lucano e Horácio; de Olavo de Carvalho e deve gostar de seu (dele) editor, Edson Filho, da É Realizações; detesta poesia “cocô-de-cabrito” que praticamos eu e tu (você, vai! diria o Professor Nogueira, apaixonados que somos por Cabral; e dessa epigonia, de poetas e críticos pós-cabralinos, desfiliou-se há tempos…/”Quanto à cena poética brasileira, o prestígio internacional da poesia de Tolentino reabriu espaço para uma poesia mais filosófica e menos social, mais lírica e menos seca — mais clássica, em suma, e menos comprometida com a rigidez das vanguardas.” Nogueira pratica uma “Arte…

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