Magia magiar

Nelson Ascher e a poesia húngara do séc. xx.

Leveza e Esperança

Em Magia Magiar, posfácio a Canção Antes da Ceifa (1990), Nelson Ascher diz:

Em 1973 eu tinha 15 anos e Petöfi 150. Ou melhor: a Hungria, terra natal de meus pais – os Ascher, ao que consta, chegaram àquele país no séc. 17 ou 18, oriundos, com escalas nos Países Baixos e na Boêmia, da Península ibérica -, comemorava os 150 anos do nascimento de seu poeta nacional – uma figura emblemática do século passado, a do poeta nacional, e particularmente exaltada naquele canto do mundo -, Sándor Petöfi, nascido em 1823 e desaparecido em batalha em 1849, quando sua pátria perdia para os russos a guerra de independência que começara a mover no ano anterior com os Habsburgos. Um almanaque húngaro que meus avós recebiam anualmente ecoava as comemorações reproduzindo na capa um retrato impressionante do poeta e apresentando alguns de seus poemas mais famosos, entre eles…

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Comunicação no I Colóquio de Poesia Goiana, 2017

I Colóquio de Poesia Goiana (UFG, JUN/2017).

Leveza e Esperança

Mesa da Nova Poesia ColoquioI Colóquio de Poesia UFG,  12 de Junho de 2017 – participação na Mesa coordenada pelo poeta Miguel Jubé, doutorando em Letras pela UFG; tema: “A nova poesia em Goiás”. Participação minha com os poetas Edmar Guimarães, Fabrício Clemente e a poetisa Dheyne de Souza.


Boa tarde!

Concordando com o escritor britânico Gilbert Keith Chesterton que: “a prova de toda felicidade é a gratidão” – gostaria que minha primeira palavra aqui fosse de gratidão. À professora doutora Goiandira Ortiz, e à equipe organizadora deste colóquio, ao professor e poeta doutor Jamesson Buarque, pela acolhida sempre fraterna e a comunhão da poesia – na admiração e no respeito mútuo – o que se estende ao coordenador desta mesa, poeta-amigo Miguel Jubé.
Pois bem, “Colóquio” – venho a descobrir, eu que nunca havia participado de um anteriormente – , que nada tem de coloquial – “ o colóquio é um espaço de…

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Poesia falada

Poemas de amor (projeto 100 Poemas essenciais). Narrado por Adalberto de Queiroz; técnico de som e montagem – Roberval Silva, Rádio 730-AM Goiânia (GO). Clique para ouvir, aqui!

Leveza e Esperança

CONTINUAÇÃO do projeto – agora com poemas de amor (1).
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Poemas lidos nesta versão:

Poeminha Amoroso – Cora Coralina

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu…
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu…

E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.

Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.

Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo…
eu te amo, perdoa-me, eu te amo…

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As sem razões do amor  Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,

E nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E…

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“As dimensões da viagem…” – sobre Destino Palavra (poesia)

As dimensões da viagem em “Destino palavra”, do poeta goiano Adalberto de Queiroz.

Leveza e Esperança

Gabriel Santamaria, romancista e poeta com cinco livros publicados e inúmeros artigos em mídias sociais, apresenta sua visão crítica da leitura de meu livro “Destino Palavra”.

DestinoPalavraMenor
Fico muito feliz em compartilhar este artigo com os meus amigos do blog “Leveza & Esperança”, expressando minha gratidão ao autor de “O Evangelho dos Loucos”.

Ementa do artigo de Gabriel Santamaria sobre Destino Palavra Início do artigo, clique sobre a imagem para continuar lendo…*

*Clique sobre a imagem acima para continuar lendo o artigo “As dimensões da Viagem em Adalberto de Queiroz”, por Gabriel Santamaria.

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Ao nosso amor…

Ao nosso amor, poema de Beto Queiroz

Leveza e Esperança

                              Ao nosso amor_Poema Beto.png             à Helenir Queiroz.

Nada importa menos ao nosso amor
que a ingênua rima em flor – rosa nomeada.
Pouco importa, ainda que um soneto –
pouco importa a forma exata, a rima
ao nosso amor pouco importa.

Nada importa, amor, se lhe dou forma
no leito, em lugar e fora de hora
se cedo ou tarde, não importa,
se madrugada clara ou à nona hora.

Nada importa menos ao nosso amor
o tempo que sem cessar conforma
o outro ao desalento, ao desamor –
ao nosso amor pouco importa.

Ao nosso amor nada importa

menos. Pois, sem cessar, ele se conforma
ao leito como o rio ao que a chuva forma.

Ao nosso amor pouco importa o som
dos outros, a balbúrdia, bailado ou alaúde
pois a todos ele…

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Talvez seja este o caso…

Fernando Monteiro_Rascunho Afinal

“Os poetas não precisarão participar dessa rodada de desencanto, pois eles já escrevem para um vazio que não é só o das grandes livrarias grosseiras, com sua girândolas de livros de ocasião com capas brilhantes como catarro em parede. Os poetas, como que abençoados por Deus ou pelo diabo, estão escrevendo para leitores tão escassos (há muitíssimo tempo), que se tornaram monges trapistas da literatura, escrevendo em monastérios transformados nos palácios da mente que os libertam de escrever para quem já não possui o código da Poesia, a tábua de decifração (e salvação) do verso que foi carne, no Princípio etc.
“Enfim, os poetas estão libertados pelo silêncio que os cerca – enquanto aqui se convocam, sim, principalmente os praticantes da ficção, nesta hora “vigésima quinta” por obra e graça, em parte, das editoras voltadas, nos últimos anos, quase exclusivamente para aquilo que passou a se entender como sucessos

(Fernando Monteiro) in Rascunho, maio 2017, p.23.
Literatura Goyaz.png

TAGORE BIRAM (1958-1998)

Do conhecimento de poucos.

Literatura Goyaz

Notícia sobre TAGORE BIRAM.
********Por Salomão Sousa*.

Tagore Biram era pseudônimo de Ubiratan Moreira, [nome escolhido] em homenagem ao poeta indiano Rabindranath Tagore. Ubiratan Moreira (Tagore Biram) nasceu em 6 de janeiro de 1958, em Olho D´Àgua, antigo distrito de Anicuns (Goiás) e hoje município de Americano do Brasil. Sua estréia literária foi em 1981 com o livro Flauta Noturna. Em 1985, publicou Poemas do Amor e da Ausência e viajou para Moscou, como delegado do Festival Mundial da Juventude. Na União Soviética, participou do Encontro Internacional de Jovens Escritores. Fez recitais e falou sobre o Brasil. Teve poemas seus traduzidos para o russo e publicados em Moscou. Em 1986, criou e presidiu o Comitê Pablo Neruda de Solidariedade ao Povo Chileno. Em 1987, conquistou, em Goiânia, o Prêmio Cora Coralina de Poesia, com o livro O Anjo Desafinado, seu divisor de águas poéticas. Na década de 1990, transferiu-se…

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A defesa da fé e o amor: armas de São Bernardo contra as heresias de Abelardo

São Bernardo vs. Pedro Abelardo. Entenda a disputa e como o Santo ganhou a polêmica com as armas da Fé e do amor – que tem sua dose de violência corretiva, quando necessária a defesa do Cristianismo.

Leveza e Esperança

LEIA meu artigo-resenha sobre o livro “As heresias de Bedro Abelardo”, trad. Carlos Nougué e Renato Romano, É Realizações, Col. Medievalia, coord. Sidney Silveira.

Edição do livro do santo católico que viveu no século 12, na Alta Idade Média, representa, mais que uma mera publicação para especialistas e eruditos, um ato pedagógico.

Adalberto de Queiroz
Especial para o Jornal Opção

Em abril, foi lançado o livro “As Heresias de Pedro Abe­lardo” (É Realizações, 120 páginas, tradução de Carlos Nougué e Renato Romano), livro em edição bilíngue latim-português, de alto valor tanto para os fiéis e os estudiosos da obra de São Bernardo de Claraval, bem como para aqueles que mesmo não partilhando da fé católica, prezam a verdade e estão interessados nos pensadores da Idade Média. Depois de publicar Duns Scot, Clemente de Alexandria e Santo Tomás de Aquino, com títulos raros ou disponíveis apenas em edições portuguesas, a editora…

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Bernardo de Claraval, guia da Cristandade (2)

Bernardo de Claraval.

Leveza e Esperança

As lições das cartas de Bernardo, via professor-medievalista Rodrigo Costa.

Bernardo escrevendo
“Eu somente posso aconselhar que você anteponha a amizade a todos os interesses humanos, pois não há nada mais apropriado à natureza nem mais necessário para a vida, tanto nos momentos favoráveis quanto nos adversos. A amizade não é senão uma harmonia entre todas as coisas, tanto divinas como humanas, acompanhada pela benevolência e pela estima; creio verdadeiramente que, excetuando a sabedoria, não há nada melhor das coisas outorgadas pelos deuses imortais ao gênero humano.

“Há gente que antepõe as riquezas; outros, a boa saúde; outros, o poder; outros, as honrarias. Muitos também colocam os prazeres. Esses últimos são como as bestas, enquanto as outras opções são caducas e incertas, e dependem não tanto de nossa eleição como da inconstância da Fortuna.

“Contudo, há aqueles que colocam o bem supremo na virtude – e estes obram verdadeiramente muito bem –…

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Posts curtos

O burrico e eu, com Ursulino Leão e J. M. Jimenez (um poema).

Leveza e Esperança

Da série “Gênese de um livro”
Os Bichos (VII) –

O burrinho

À Ursulino Leão.

Platero e eu*” é história antiga
de quando os animais falavam;
quem ma contou foi Ursulino –
por Leão de sobrenome, mas
d’alma um cordeiro cativo.

No dia de seu octogésimo ano
nós, seus leitores brindados
c’oa história de um burrinho
queimado e malhado na testa;
burrinho de pernas rajadas
e de alma bíblica completa.

O burrinho da crônica além
de clone do jumento do Cristo
milênios antes em Jerusalém –
nos encantava com seu dístico:

Dá-nos u’a “nesga de satisfação
na caligem dos nossos pesares”

Do burro xucro de meus dias
aprendi que escoicear o vento
inseparável companheiro cria
aos pobres, aos fracos intentos

de nossas bocas de infantes
um mundo de hosanas e vivas
Platero e eu; eu e Platero
congresso de vida refazemos

E saio da história do amigo
desejoso…

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