Dos “Cadernos de Sizenando”- 2

Raïssa et Jacques MARITAIN, esperança e infância perdida…

Leveza e Esperança

Anotações de leituras.

Em 2006, passei boa parte do ano lendo o casal Raïssa e Jacques Maritain.
As notas de leitura são ilegíveis, mas têm para mim um significado muito especial.

Agora mesmo, trabalhando num novo livro de poemas, retomei temas que nasceram lá em 2006, com o casal Maritain, como a extensão deste verso de Raïssa, citado pelo companheiro Jacques:

“La douler m´a ravi mon enfance
Je ne suis pus qu´une âme en deuil de sa joie
Dans la terrible et stricte voie
Où vit à peine l´Espérance.”
+++++
Raïssa M., De Profundis, lettre de nuit, 1939.*

Leitura de Raissa Maritain, De ProfundisNotas a leitura de Maritain_Da graça e da humanidade de Cristo 1Notas a leitura de Maritain_Da graça e da humanidade de Cristo

(*) Tradução minha:
“A dor raptou a minha infância
Não sou senão uma alma em luto por sua perdida alegria
E nessa tremenda e estreita via
É onde se vive apenas de Esperança.”

A dor da infância de Raïssa tem a ver com a dor escondida, jamais declarada que perpassou minha própria…

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Adeus a J.O. de Meira Penna (14/3/1917-29/7/2017)

Adeus ao liberal J.O. de Meira Penna (1917-2017), um pensador da psicologia do brasileiro.

Leveza e Esperança

O adeus! a Meira Penna.

O pacto de silêncio em torno da obra deste grande brasileiro, falecido ontem com a idade de um século, parece rondar até sua própria morte. É fato. A cobertura é defeituosa e indevida para a dimensão da personagem – Meira Penna, mas a imprensa de viés esquerdista não quer saber sobre os livros, o pensamento e, tampouco, sobre o obituário se desconhecem (ou desdenham o autor por sentirem-se opostos no plano das ideias) – desconhecem “o nariz do morto“…

Primeiro soube da notícia por mídias alternativas – O Antagonista, o blog do Rodrigo Constantino na Gazeta do Povo e, na mídia tradicional, um obituário pobre em O Estado de São Paulo.

Assim cobriram a morte de J.O. de Meira Penna (veja fotos e notas abaixo).
Mas, antes, a quem interessar possa, meus dois livros favoritos, disponíveis em pdf nos links que se seguem.

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Destino palavra

Poesia em exposição. “Destino palavra”. “Se o poeta tiver a possibilidade de expandir os horizontes, não lhe perdoaremos que se limite à estreiteza. Para que seu destino se cumpra, é necessário viajar. Pôr os pés na estrada com ousadia, desvendando os mistérios do caminho, descobrindo em cada porto o amor e a solidão, em cada estadia os sabores variados da realidade, e tudo fruindo, transformar posteriormente em discurso poético. Eis o espírito que atravessa a obra Destino Palavra, do poeta goiano Adalberto de Queiroz. Na peregrinação que permeia as páginas do livro, Queiroz revisita os tempos de infância, evocando o menino-poeta que, então, somente poderia ansiar as terras distantes a que se arrojaria no futuro.” (cf. Gabriel Viviani, Dimensões da viagem em Destino palavra, de Adalberto de Queiroz.

Leveza e Esperança

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Queres ler o quê?

D´A cinza do purgatório ao século xxi, Carpeaux acha o termo médio de como amar o “barbado bárbaro” Dostoiévski.

Leveza e Esperança

DOSTOIÉVSKI (1)

Existem poucos escritores cuja obra tenha sido tão tenazmente mal compreendida como a de Dostoiévski. Dostoiévski é, se não o maior, decerto o mais poderoso escritor do século XIX; ou do século XX, pois a sua obra constitui o marco entre dois séculos da literatura. Literariamente, tudo o que é pré-dostoievskiano é  pré-histórico; ninguém escapa à sua influência subjugadora, nem sequer os mais contrários. Parece, porém, que toda a Europa tenta resistir-lhe, instintivamente e obstinadamente; e como esse bárbaro barbado, com a face sulcada de sofrimentos, parece irresistível, os europeus entrincheiram-se, ao menos, num baluarte de interpretações erradas.

O texto acima abre o artigo “Ensaios de interpretação dostoievskiana” em “A cinza do purgatório”, do crítico austro-brasileiro Otto Maria Carpeaux. A análise do pensamento político do escritor russo, feita por Carpeaux dá conta do que o analista chama de “interpretações erradas” diante da rica produção…

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Lúcio Cardoso, poeta!

Lúcio Cardoso (1912-1968)

Leveza e Esperança

É preciso romper o silêncio que se instaura em torno de alguns escritores, é preciso revelar o que foi “injustamente deslembrado da memória editorial do mercado brasileiro“, conforme Ésio Macedo Ribeiro no ensaio “Introdução à poesia completa de Lúcio Cardoso” (vide capa abaixo).

Ésio Ribeiro já havia publicado (e sido premiado pela Academia Mineira de Letras), em 2004,  O RISO ESCURO OU O PAVÃO DE LUTO: Um Percurso pela Poesia de Lúcio Cardoso… Amostra em Google Livros.

HOJE, 04/07, dia da Festa de Santa Isabel de Portugal, saiu meu artigo –  que intitulei de uma mini resenha de um “baita livro”. Clique na figura abaixo para ler o artigo na íntegra em Terça Poética do Opção Cultural.

O católico poeta, ficcionista, artista Lúcio Cardoso deixa-se ver em sua alma pura e atormentada. Octávio de Faria, outro romancista e grande esquecido, já o sabia e via na poesia…

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Florbela Espanca

Flor Bela d´Alma da Conceição ou: Florbela Espanca – poetisa portuguesa.

Leveza e Esperança

Nascida Flor Bela d’Alma da Conceição, em 8 de dezembro de 1894, faleceu em 1930 (curiosamente no mesmo 8/12).
Florbela Espanca
Viveu vida complicada,  relacionamentos idem; poesia emocional e fruto de sua existência conturbada.
Adorada em Portugal, a poetisa é também reconhecida no Brasil como tendo escrito poesia de qualidade.
Saiba mais sobre a poetisa neste link.
E ouça os poemas falados, clicando no link do meu SoundCloud do Beto.

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